Síndrome dos Ovários Policísticos

Guia SOP da Clínica SM, um material completo e explicativo sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos.


Primeiramente vamos entender o que de fato é a Síndrome dos Ovários Policísticos.

Ao contrário do que muitos imaginam, é uma disfunção hormonal, e não ovariana. Os ovários apenas sofrem as consequências das alterações hormonais.

Ou seja a SOP é uma condição que provoca alteração dos níveis hormonais. Essa alteração muitas vezes aparece na forma de ciclos menstruais irregulares, pequenos cistos nos ovários e alta produção de andrógenos (tipo de hormônios que inclui a testosterona, hormônio masculino), embora seja o principal hormônio masculino, a testosterona também é produzida pelos ovários, porém em menor quantidade.

Sua causa ainda não é totalmente esclarecida. Pesquisadores e Cientistas ainda não conseguem afirmar o que causa de fato a SOP. Algumas hipóteses são que ela tenha uma origem genética e estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina no organismo, gerando um aumento do hormônio na corrente sanguínea que provocaria o desequilíbrio hormonal. Assim como as questões Genéticas são estudas e observadas, os estudiosos também avaliam nas portadoras de SOP seus hábitos, comportamento, estilo de vida e ambiente, pois acreditam que os mesmos possam influenciar o desenvolvimento da doença.

Quais são os principais sintomas da SOP?

Os sintomas da síndrome do ovário policístico geralmente surgem durante a puberdade e pioram com o passar do tempo. Alguns dos sintomas mais comuns da SOP são:

  • Ciclos menstruais irregulares: sua menstruação é infrequente (mais comum), frequente, imprevisível ou ausente;

  • Menstruação que tem fluxo intenso ou pouco fluxo;

  • Pelos novos ou em excesso crescendo na face ou no corpo;

  • Cabelo ralo na cabeça;

  • Problemas de pele: pele oleosa, acne, marcas escuras na parte de trás da nuca;

  • Resistência à insulina;

  • Ganho de peso, especialmente em torno do abdômen;

  • Dificuldade para engravidar;

  • Depressão e ansiedade;

  • Em casos mais graves, pode acontecer doenças cardiovasculares e câncer do endométrio.

Como a síndrome dos ovários policísticos é diagnosticada?

Normalmente o diagnóstico de síndrome do ovário policístico costuma se basear nos sintomas, ou seja para o diagnóstico da SOP, o Ginecologista leva em conta sintomas relatados pela paciente, histórico médico e em avalição clínica, verifica por exemplo a presença de muitos pelos no rosto ou no corpo, conforme explicamos é um sinal de excesso de hormônios masculinos no organismo.

Após avaliação médica e a exclusão de outras patologias que também podem provocar sintomas semelhantes, o profissional pode fechar o diagnóstico de SOP a sua paciente ou ainda pode solicitar alguns exames de imagem e laboratoriais para conclusão do diagnóstico.

Dentre eles os mais comuns são: USG onde se é possível observar os cistos que levam ao aumento ovariano. Outro exame comum são a ecografia e laparoscopia pélvica, onde se é possível observar a dilatação do clitóris e dos ovários. Além de exame de sangue que auxilia na verificação dos níveis de hormônios como estrogênio, folículo estimulante (FSH), luteinizante (LH), testosterona, tireoide e prolactina.

Como é feito o tratamento da síndrome dos ovários policísticos?

Infelizmente como se trata de uma doença crônica, a SOP em si não tem cura, porém existem tratamentos efetivo que conseguem controlar os sintomas, aliado à adoção de um estilo de vida saudável, afasta as consequências.

A escolha do tratamento após confirmação e tipo de SOP, depende de alguns fatores que devem ser definidos entre paciente e Médico, uma vez que a síndrome dos ovários policísticos manifesta-se de diferentes formas nas mulheres e por este motivo o tratamento deve ser individualizado.

Normalmente, além da mudança nos hábitos de vida, com dieta e exercícios, é indicado o uso de anticoncepcionais orais (pílula), que diminuem o aparecimento de pelos, espinhas, cólicas ou mesmo o aumento de peso.

Agora, caso a mulher queira engravidar, a primeira alternativa é o uso de indutores de ovulação e em alguns casos específicos, pode ser necessário um tratamento de reprodução assistida.

Principais tratamentos para SOP?

Após o diagnóstico, o tratamento deve ser realizado combinando dieta, atividade física e medicamentos, para garantir a qualidade de vida da paciente.

Um tratamento eficiente visa regularizar os ciclos menstruais, bem como combater o excesso de hormônios masculinos, reduzir o peso quando necessário, prevenir o câncer do endométrio, diminuir o risco de diabetes tipo II e de síndrome metabólica.

Para que essa melhora generalizada aconteça, acaba sendo fundamental a modificação do estilo de vida como um todo, através de uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos regularmente.

Tratamento medicamentoso: os tratamentos com medicamentos podem ser opção para solucionar os sintomas que a incomodam, mas eles não curam o problema nem resolvem a questão. Devem ser escolhidos de acordo com o perfil e a prioridade da paciente, sempre com auxílio de um médico especialista.

Podem ser indicados anticoncepcionais via oral, antidiabéticos e controladores da insulina, inibidores dos receptores de testosterona, entre outros. Porém, ao cessar seu uso, com o tempo, os sintomas aparecerão novamente, caso o problema não tenha sido controlado através da dieta e dos exercícios. No entanto, prescrições, dosagens e maneiras de se utilizar devem ser avaliados individualmente e prescritos conforme necessidade da paciente.

Controle da Alimentação e mudanças de hábitos: mudanças no estilo de vida da paciente, são ótimos aliados. Prática regular de uma atividade física e a manutenção de uma dieta balanceada, é uma das primeiras orientações às pacientes com SOP, principalmente àquelas que apresentam também obesidade. A perda de peso pode ajudar a restabelecer a periodicidade nos ciclos menstruais e a ovulação, aumentando as chances de uma gravidez natural.



A SOP e a infertilidade

Muitas mulheres só descobrem que têm o problema quando decidem tentar ter filhos e começam a enfrentar dificuldades.

De acordo com a nossa especialista em reprodução humana, Dra. Samara Laham, devido às mudanças hormonais pelas quais o organismo da mulher passa quando sofre de SOP, ela passa a ovular cada vez menos e, inclusive, de maneira alterada, fazendo com que ela apresente dificuldades para engravidar.

Após identificarmos que a Síndrome dos Ovários Policísticos é a causadora da infertilidade feminina, costumamos indicar um tratamento de reprodução humana associado à indução da ovulação, para aumentar o número de óvulos liberados e, consequentemente, aumentar as chances de sucesso da gravidez.

Porém algumas pacientes portadoras da síndrome podem vir a ter uma resposta acima da espera às medicações e apresentarem, por isso, desconforto, característico de hiperestímulo dos ovários. Assim, o tratamento destas pacientes deve ser individualizado e extremamente criterioso, a abordagem ideal pode variar de acordo com o quadro clínico de cada uma, afirma a Dra. Laham.


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A SOP e a Acne

Como os ovários policísticos mexem com o equilíbrio hormonal, há efeitos bastante diferentes entre si no organismo, como por exemplo o surgimento de Acne, uma vez que um dos seus sintomas é a oleosidade na pele, ocasionando o surgimento de acnes, que geralmente ficam mais concentradas na parte inferior do rosto, como no queixo e maxilar, porém isso não é uma regra, nem todas as mulheres com SOP sofrem de Acne.

Existem diversos tratamentos para acnes causadas pela SOP, com o objetivo de reduzir a gravidade e a recorrência das lesões cutâneas, bem como melhorar o seu aspecto estético.

No entanto, o fator principal é a identificação da causa para realmente ser feito a melhor opção terapêutica. Para tratar as acnes causadas pela SOP, os cuidados com a pele precisam ser feitos simultaneamente com o tratamento hormonal.



A SOP e a Alimentação

Para conviver bem com a síndrome dos ovários policísticos é fundamental realizar uma mudança no estilo de vida. Uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e minerais, é o primeiro passo. Praticar exercícios físicos com regularidade também é uma ferramenta poderosa para conviver em paz com a SOP, já que a doença agravada por certos fatores, tais como obesidade, diabetes e colesterol alto.

Grande parte das mulheres com SOP apresentam resistência periférica à insulina, que agravava bastante o perfil hormonal. Entre os mecanismos envolvidos, salienta-se o estímulo direto pela insulina na síntese de androgênios nos ovários e nas supra-renais.

Dietas com restrição de carboidrato como as low carb são as mais indicadas para mulheres portadoras da SOP. O que diferencia um dieta low carb tradicional para uma dieta low carb funcional para SOP (ou seja, que realmente colabore para a melhora dos sintomas) é a quantidade de gordura saturada e de sódio presente na dieta.

Ter um acompanhamento nutricional é fundamental para minimizar os efeitos causados pela ocorrência da síndrome, visto que estes efeitos interferem de forma direta na vida das pacientes.

Recomendamos que nossas pacientes e leitoras sempre procurem um Nutricionista para adequar a dieta de forma eficiente.

Câncer x SOP

Não é MITO é VERDADE, a síndrome de ovários policísticos pode aumentar em até três vezes o risco de câncer do corpo uterino, sendo esse o 4º mais comum entre as mulheres e o mais frequente entre os do sistema reprodutivo feminino, quando não se consideram as mamas.

A SOP pode aumentar a chance desta doença pelas alterações hormonais que levam a ciclos menstruais longos, um estímulo estrogênico prolongado sem a ação do hormônio progesterona, além da obesidade que muitas vezes é acompanhada de hipertensão arterial (síndrome metabólica).

Outro tipo de câncer causado pela SOP é o Câncer de Endométrio (a camada que reveste a parte interna do útero e que é eliminada durante a menstruação), pois nas mulheres com SOP, essa camada nem sempre é expulsa do organismo da forma certa. A menstruação desregulada ou ausente pode causar o acúmulo desse revestimento no útero e isso pode causar o câncer.

Para minimizar o risco de câncer endometrial, é recomendado um cardápio rico em antioxidantes naturais, com baixo consumo de carboidratos refinados e de alto índice glicêmico.

Fique atenta a sinais como menstruação irregular, pelos e espinhas pelo corpo ou súbito aumento de peso. Procure seu ginecologista.

SOP em números

  • De acordo com o Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, a Síndrome do Ovário Policístico atinge cerca de 7% das mulheres na idade reprodutiva (20 a 44 anos).

  • Dessas 50 – 70% têm resistência insulínica e frequentemente condições associadas a esse quadro como: obesidade, dislipidemia, alteração da glicose, hipertensão arterial e síndrome metabólica.

  • Em torno de 10% dos casos de cistos, estes são provocados por uma alteração hormonal, ligada a SOP.

  • No Brasil, se considerarmos os dados do censo IBGE podem existir 2,5 milhões de mulheres com esta síndrome, cerca de 800 mil mulheres no estado de São Paulo, 300 mil no estado do Rio de Janeiro, 180 mil no estado do Paraná e 400 mil no estado de Minas Gerais.

  • A SOP causa infertilidade em até 40% das pacientes. Com o tratamento medicamentoso adequado, cerca de 50% a 80% das pacientes apresentam ovulação e 40% a 50% engravidam.

  • Uma das principais queixas clínicas são o hirsutismo, que é o aumento de pelo em áreas de distribuição corporal tipicamente masculina, que ocorre em 75% dos casos, em seguida a acne e alopecia (perda de cabelos). A irregularidade menstrual é muito comum e está presente em até 85% dos casos e a obesidade acomete até 60% das pacientes.

  • A acne vulgar e o excesso de oleosidade cutânea ocorrem em torno de 30-40% nas mulheres portadoras de SOP.

  • Estes números são suficientes para entendermos a importância desta síndrome.

Fique sempre atenta ao seu corpo, aos sintomas que podem surgir e procure ajuda quando precisar, e se você tem a síndrome dos ovários policísticos procure o quanto antes o seu ginecologista, pois apenas um especialista poderá analisar seu caso e indicar o melhor tratamento. Afinal, é possível sim conviver bem com a SOP.


Converse sempre com seu Médico Ginecologista, a Clínica SM possui profissionais altamente qualificados em reprodução humana, agende sua consulta.


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